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sábado, 17 de setembro de 2011

Bem-me-quer

Caminho de volta, uma música qualquer, toca. Um ar morninho entra pela janela do carro e um uma paisagem salpicada de margaridas-do-banhado guiam até em casa. As montanhas! Sempre fico sem ar quando as vejo! Elas me trazem a certeza, em casa, estou em casa!
Os pensamentos voam durante a volta, tão e tanto que não os alcanço!
De volta à ilha verde, à casa amarela onde um bom café me aguarda. Tem um restinho de sol e não faz frio, as laranjeiras em flor e o verde novo me convidam! O inverno se despede, é mais fácil ser feliz na primavera!
De volta as folhas, as cores, os insetos, os pássaros o calor, a vida! As margaridas-do- banhado que estão espalhadas pelo caminho de volta, me contam, estou de volta e a primavera também! Elas tem o número exato de pétalas para o bem-me-quer!

domingo, 11 de setembro de 2011

Antes que o inverno acabe!

"Fazedor de Risadas"

Tenho um amigo grande, bem grande! Que por coincidência, sei lá, também é um grande amigo! Ele compartilha o mundo a parte e as observações próprias que tenho. Partilha o amor pelos animais... Preciso contar que o amor dele é meio estranho, tem um jeito meio “Felícia”. Todos os animais de estimação dele fogem ou morrem!
Já tivemos momentos únicos, como a morte do Gasparzinho. Só mais tarde descobrimos ser apenas uma sacola plástica branca “atropelada”... E, só muitas rizadas depois, lembramos que Gasparzinho já é morto! Eu limpei o forno onde ele transformou os biscoitos em plástico. Juntos, criamos o primeiro colar de olhos humanos (recorte de revista, não se apavore!).
Trocamos livros, músicas, filmes, ideias. Criamos poemas (péssimos), gravamos poemas que na verdade serviram pra muitas risadas. Todos aqui na ilha verde gostam das suas visitas, raras ultimamente. Quando veio a ilha verde pela primeira vez, minha mãe o recebeu com um suco de abacaxi. Olhou pra ele e disse, “nossa! Como Você é grande! Mas, ali perto do portão tem um duto subterrâneo enorme, eu podia esconder teu corpo ali. Caso eu tivesse envenenado teu suco, claro!”. Depois de afogar, tossir e conhecer minha mãe gostou dela!
Temos tantas histórias, que daria para escrever um livro. Só de maluquices! Não me permitiu citar seu nome, e me fez jurar que teria “decoro” ao escrever! Exigiu que criasse um pseudônimo. Pensei em vários, verdes, gosmentos, engraçados... Mas, escolhi ”Fazedor de Rizadas”, que é isso que ele faz, me faz rir!