Como ousas? Invadir assim meus pensamentos, fora de hora, em horas impróprias. Meus pensamentos são meus! Não te basta invadir meus sentimentos, meu desejo, minha paz? Agora invade meu sono, meus sonhos... E vai... É um “grileiro” na minha alma. Dividindo em “lotes” cada pedaço de mim e tomando posse!
Não nego que me é prazeroso algumas invasões, que me turva os sentidos, me tira do chão, me carrega de mim mesmo, da rotina imposta das regras criadas. Mas, me quero de volta! Dominar-me por completo. Essa é a única forma de liberdade e essa rebeldia, esse domínio de pensamentos e sentimentos, sou eu! Não reconheço essa que não domina mais a si própria.
Preciso te expulsar tomar de volta cada pedaço invadido. Falta-me vontade! É irresistível! É como se a força de atração do teu domínio fosse maior do que meu instinto. Há algo em mim que quer te pertencer!
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Monarca
Andando pela ilha verde, encontro de vez em quando uma borboleta monarca morta. É uma das partes tristes do inverno... Além do céu quase sempre cinza, as árvores sem folhas, o silêncio que só é quebrado pelo vento.
Admiro as borboletas monarcas, a fragilidade aparente, o colorido exótico e a força real são inspiradores! Em alguns pontos até me identifico com a vida de uma monarca.
São animais migratórios, essa migração de dois meses ultrapassa o tempo de vida da monarca por isso o ciclo de ida e volta envolve até quatro gerações. Ela inicia a sua vida como um ovo posto em uma folha de serralha. Quando o ovo eclode aparece uma lagarta listrada, branca, amarela e preta que come vorazmente! Somente folhas de serralha, que possui um leite branco e tóxico, não para a lagarta, mas torna seu corpo tóxico para os predadores. Seu corpo irá sofrer ”mudas” de pele durante seu crescimento. Esse processo repete-se cinco vezes. Só então ela para de comer procura um lugar protegido pendura-se de cabeça para baixo e fia uma junta de seda e muda de pele mais uma vez, um embrulho compacto, chamado ninfa, encasulado numa crisálida, verde clara com pontos dourados.
Nesse ponto não há nenhum movimento, só o coração ainda bate o resto dos órgãos parecem mais uma gelatina verde, enquanto a massa corporal vai se transformando numa criatura completamente diferente. A cor verde escurece e tem um aspecto de morta. Gradualmente há uma modificação nas cores, a crisálida vai tornando-se transparente e já se pode visualizar áreas cor -de- laranja e preta. As cores da borboleta adulta.
Finalmente, após cerca de duas semanas, a crisálida abre-se e emerge uma borboleta. Em breve, após secar suas asas, se descola do chão, lançando-se no ar, podendo ser vista no jardim de alguém a beber néctar de uma flor ou voando por cima das nossas cabeças à procura de um companheiro para recomeçar todo o ciclo novamente.
Como as monarcas, eu também tenho vontade de fugir do inverno, migrar orientada pelo sol! Também gostaria de “mudar de pele” assumir outras formas. Invejo a coragem e a versatilidade da Monarca!
Admiro as borboletas monarcas, a fragilidade aparente, o colorido exótico e a força real são inspiradores! Em alguns pontos até me identifico com a vida de uma monarca.
São animais migratórios, essa migração de dois meses ultrapassa o tempo de vida da monarca por isso o ciclo de ida e volta envolve até quatro gerações. Ela inicia a sua vida como um ovo posto em uma folha de serralha. Quando o ovo eclode aparece uma lagarta listrada, branca, amarela e preta que come vorazmente! Somente folhas de serralha, que possui um leite branco e tóxico, não para a lagarta, mas torna seu corpo tóxico para os predadores. Seu corpo irá sofrer ”mudas” de pele durante seu crescimento. Esse processo repete-se cinco vezes. Só então ela para de comer procura um lugar protegido pendura-se de cabeça para baixo e fia uma junta de seda e muda de pele mais uma vez, um embrulho compacto, chamado ninfa, encasulado numa crisálida, verde clara com pontos dourados.
Nesse ponto não há nenhum movimento, só o coração ainda bate o resto dos órgãos parecem mais uma gelatina verde, enquanto a massa corporal vai se transformando numa criatura completamente diferente. A cor verde escurece e tem um aspecto de morta. Gradualmente há uma modificação nas cores, a crisálida vai tornando-se transparente e já se pode visualizar áreas cor -de- laranja e preta. As cores da borboleta adulta.
Finalmente, após cerca de duas semanas, a crisálida abre-se e emerge uma borboleta. Em breve, após secar suas asas, se descola do chão, lançando-se no ar, podendo ser vista no jardim de alguém a beber néctar de uma flor ou voando por cima das nossas cabeças à procura de um companheiro para recomeçar todo o ciclo novamente.
Como as monarcas, eu também tenho vontade de fugir do inverno, migrar orientada pelo sol! Também gostaria de “mudar de pele” assumir outras formas. Invejo a coragem e a versatilidade da Monarca!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Sem riso.
A ilha verde encontra-se meio vazia,
E a casa amarela um tanto silenciosa, falta à música flutuante dos discos de vinil.
Eu também sinto um certo vazio e um excesso de liberdade... Posso ficar sem comer, posso ficar acordada a noite toda, tomar vários banhos, me trancar no quarto o dia todo (quando estou de folga), andar de pijama por ai... Enfim, dona de mim mesmo!
Ainda estou triste, minha está alma doente e isso se confunde com a sua ausência. Falta-me vontade de tudo até mesmo de chorar. Gostaria de chorar! Tudo e tanto, que tudo que tem de ruim fosse levado em uma enxurrada de lágrimas.
Minha solidão é acompanhada e assistida, com todos os paparicos que nem mereço. Fico por aqui em meios as rizadas da Sara e da Mel. Todos agora têm mania de me fazer comer, panquecas, sucos, chocolates, lanches o tempo inteiro. Toda essa atenção me faz bem!
Trabalhar tem sido difícil, é uma guerra comigo mesmo levantar e ir para escola exibindo um falso sorriso, uma alegria inexistente e uma vivacidade há muito meio morta. Tenho conseguido, penso que até convenço! As pessoas se percebem, não comentam.
Espero estar melhor quando você voltar. Quero te receber com as risadas de sempre! Não aguento mais ver olheiras no meu rosto, nem essa cara tão sem riso que nem é minha. Enquanto você não vem aproveito para descumprir regras, cometer excessos e exercer toda a liberdade anárquica que me faz guardar.
Mas quer saber? Sinto falta do seu mau humor, da sua proteção exagerada e da sua mania de me controlar! Minha escova de dentes sente muito falta da sua!
E a casa amarela um tanto silenciosa, falta à música flutuante dos discos de vinil.
Eu também sinto um certo vazio e um excesso de liberdade... Posso ficar sem comer, posso ficar acordada a noite toda, tomar vários banhos, me trancar no quarto o dia todo (quando estou de folga), andar de pijama por ai... Enfim, dona de mim mesmo!
Ainda estou triste, minha está alma doente e isso se confunde com a sua ausência. Falta-me vontade de tudo até mesmo de chorar. Gostaria de chorar! Tudo e tanto, que tudo que tem de ruim fosse levado em uma enxurrada de lágrimas.
Minha solidão é acompanhada e assistida, com todos os paparicos que nem mereço. Fico por aqui em meios as rizadas da Sara e da Mel. Todos agora têm mania de me fazer comer, panquecas, sucos, chocolates, lanches o tempo inteiro. Toda essa atenção me faz bem!
Trabalhar tem sido difícil, é uma guerra comigo mesmo levantar e ir para escola exibindo um falso sorriso, uma alegria inexistente e uma vivacidade há muito meio morta. Tenho conseguido, penso que até convenço! As pessoas se percebem, não comentam.
Espero estar melhor quando você voltar. Quero te receber com as risadas de sempre! Não aguento mais ver olheiras no meu rosto, nem essa cara tão sem riso que nem é minha. Enquanto você não vem aproveito para descumprir regras, cometer excessos e exercer toda a liberdade anárquica que me faz guardar.
Mas quer saber? Sinto falta do seu mau humor, da sua proteção exagerada e da sua mania de me controlar! Minha escova de dentes sente muito falta da sua!
sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Alma
Hoje não choveu na ilha verde,a casa amarela tem cheiro de sol! Ele esteve por aqui e por ali espiando por entre o verde brilhante das folhas. O frio ainda persiste e não há insetos ou pássaros... Impera um silêncio. Esse silêncio é o eco da minha alma!
Minha alma anda assim ultimamente, silenciosa. É como se não estivesse ali! Sinto minha vida suspensa... Não me encontro mais em mim mesma.
Não é um silêncio pesado ou ruim, é como uma bruma leve que envolve tudo de forma lenta e suave. Pouco a pouco até que faz desaparecer o riso, a fala a vontade. Minha alma encontra-se de joelhos e sente saudade sei lá de que...
Minha alma anda assim ultimamente, silenciosa. É como se não estivesse ali! Sinto minha vida suspensa... Não me encontro mais em mim mesma.
Não é um silêncio pesado ou ruim, é como uma bruma leve que envolve tudo de forma lenta e suave. Pouco a pouco até que faz desaparecer o riso, a fala a vontade. Minha alma encontra-se de joelhos e sente saudade sei lá de que...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Onde Está?
Procura-se
Vontade de
Comer
Dormir
Trabalhar
Chorar ou sorrir
Conversar e ouvir
Quem encontrar a minha vontade
Por favor, devolva-me.
Faz-me muita falta!
Vontade de
Comer
Dormir
Trabalhar
Chorar ou sorrir
Conversar e ouvir
Quem encontrar a minha vontade
Por favor, devolva-me.
Faz-me muita falta!
domingo, 17 de julho de 2011
Revogados!
A caminho da ilha,
Novamente, amanhã. O sentimento é de tristeza, uma profunda e inconsolável vontade de chorar, um nó que teima em não sair da garganta. Somos náufragos de uma educação que há muito sobrevive de destroços e sobre eles.
Perdemos nossos direitos. A palavra de ordem foi revogar! Como a rainha de copas que ordena ao seu exército de cartas: “Cortem as cabeças”. O governador ordena aos seus comparsas deputados: “Revoguem!”.
Revoguem: Plano de carreira, gratificações, triênios... Revoguem, também, a justiça, as leis, a dignidade e o direito de pensar.
Ser professor está em mim como uma característica genética, no DNA. É nato! Nasci professora. Hoje sem minha carreira, minha dignidade, meu direito de pensar e principalmente o direito de acreditar nas leis, em quem faz as leis em quem às executa e em quem as que às julga, me pergunto: Eu existo?
Revogaram meu direito de existir! Como posso existir como professora se me negam direitos a cidadania? Essa lei trás em suas entrelinhas algo implícito, revoga-se e extingue-se de uma vez por todas o professor!
Volto à ilha, pra ver se me encontro, no sentimento e no olhar de cada um, na vontade e na força de luta. Vou até lá encontrar forças, me reabastecer de coragem, reforçar minha indignação. É lá que vou trocar o nó na garganta por um grito de liberdade!
“Deixe-me ir preciso andar, vou por ai a procurar, rir pra não chorar. Quero assistir o sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar. Eu quero nascer, quero viver. Se alguém perguntar por mim, diga que só vou voltar quando eu me encontrar”. (Cartola)
Novamente, amanhã. O sentimento é de tristeza, uma profunda e inconsolável vontade de chorar, um nó que teima em não sair da garganta. Somos náufragos de uma educação que há muito sobrevive de destroços e sobre eles.
Perdemos nossos direitos. A palavra de ordem foi revogar! Como a rainha de copas que ordena ao seu exército de cartas: “Cortem as cabeças”. O governador ordena aos seus comparsas deputados: “Revoguem!”.
Revoguem: Plano de carreira, gratificações, triênios... Revoguem, também, a justiça, as leis, a dignidade e o direito de pensar.
Ser professor está em mim como uma característica genética, no DNA. É nato! Nasci professora. Hoje sem minha carreira, minha dignidade, meu direito de pensar e principalmente o direito de acreditar nas leis, em quem faz as leis em quem às executa e em quem as que às julga, me pergunto: Eu existo?
Revogaram meu direito de existir! Como posso existir como professora se me negam direitos a cidadania? Essa lei trás em suas entrelinhas algo implícito, revoga-se e extingue-se de uma vez por todas o professor!
Volto à ilha, pra ver se me encontro, no sentimento e no olhar de cada um, na vontade e na força de luta. Vou até lá encontrar forças, me reabastecer de coragem, reforçar minha indignação. É lá que vou trocar o nó na garganta por um grito de liberdade!
“Deixe-me ir preciso andar, vou por ai a procurar, rir pra não chorar. Quero assistir o sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar. Eu quero nascer, quero viver. Se alguém perguntar por mim, diga que só vou voltar quando eu me encontrar”. (Cartola)
Assinar:
Postagens (Atom)





