Pages

domingo, 12 de agosto de 2012

Dia de...



Datas comemorativas servem pra dar uma quebradinha no tempo e refletir, de alguma maneira promovem encontros. Sejam eles presencialmente, em passeios, almoços de família, por fotos, lagrimas de saudade. Enfim, sem aquela baboseira comercial em que transformam as datas é difícil encontrar alguém que de alguma forma não se envolva ou se emocione.


Eu tenho a sorte de ter meu pai bem aqui do meu ladinho, pra assobiar lindamente pela manhã, pra plantar no meu jardim, pra ajudar a dar forma nas minhas loucas ideias, pra me manter sempre ligada a família e principalmente pra me dar aquele abraço bom, que só ele sabe dar.

Sou feliz em ter bem ali, logo ali, meu filho, pai da bailarina que mora no telhado e poder ver quem foi meu lindo bebê no passado, agora educar seu próprio bebê! É emocionante ouvir seu filho ser chamado de pai. Só nesse momento é que percebo que ele cresceu.

E ali ao meu lado, por tanto tempo, quase que a minha vida toda, o pai dos meus filhos. Acredito que o melhor pai que eu poderia escolher! Um pai presente em todos os sentidos. O pai que troca fraldas, que faz mamadeira, que banha, que vai às reuniões da escola, que rói as unhas pela tristeza dos filhos, que se zanga quando eles ultrapassam os limites da razão, que deixa o pedaço melhor do doce, que fica calado por horas quando algo não está certo, que esfrega as mãos e brilham os olhos de orgulho, que não abraça e nem declara seu amor, por simplesmente não saber! Mas esse amor está ali, todos os dias nos seus atos.

Minha ilha é assim, um condomínio de pais, mães, filhos e netos, uma mistura de afetos toda cercada de verde. De certa forma, isolada e protegida do resto do mundo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário